# Quem já fez um jogo sem ser programador: os casos reais

> Já fez. Há casos reais de gente que não programava e fez um jogo jogável com IA, como o contador norueguês Jonathan Bjerk, do Curve Clash, e o artista japonês Kazuki Takakura. Antes da IA, a aposentada Masako Wakamiya e o jornalista Tom Francis também fizeram, levando anos. O que não achamos, com fonte confiável, é um leigo que divulgou receita relevante com jogo feito com IA.

Resumo para quem está com pressa

- Jonathan Bjerk, contador na Noruega que só sabia montar sites simples, pôs o Curve Clash no celular e na internet com IA em menos de sete meses, sem largar o emprego.
- Kazuki Takakura, artista japonês que diz não saber programar, fez o desenho e o som de um jogo de ação e deixou todo o código com a IA; o jogo saiu em maio de 2026.
- A equipe de um podcast da revista americana Slate, quase sem experiência em programação, fez um jogo com IA em 2026 e escreveu no título que ficou ruim.
- Antes da IA, Masako Wakamiya, bancária aposentada, lançou um jogo de celular e, aos 82 anos, foi a criadora mais velha na conferência da Apple em 2017.
- Tom Francis, jornalista sem formação em programação, levou cerca de três anos para fazer o Gunpoint, lançado em 2013, com um programa de 30 dólares.
- Os casos com dinheiro divulgado, como o do engenheiro que ganhou um prêmio de 25 mil dólares em 2026, são de quem já programava.
- Não achamos, com fonte confiável, um leigo que publicou um jogo feito com IA e divulgou receita relevante.

Seu primeiro passo: Escreva em uma frase o que você já sabe fazer e que poderia entrar num jogo (desenhar, contar história, conhecer um público, lembrar de um jogo da infância), como cada pessoa destes casos fez.

Por Daniel Novi. Publicado em 19/10/2026. Revisado em 19/10/2026. Endereço: https://www.gamearchitectsai.com/historias/quem-ja-fez-jogo-sem-ser-programador

## Quem já fez um jogo sem ser programador?

Há casos reais, com nome, jogo e fonte. Eles se dividem em três grupos, e a diferença entre eles importa: quem fez com IA sem saber programar, quem fez sem saber programar antes de a IA existir, e quem já programava ou já trabalhava com jogos.

| Quem | O jogo | Já programava? | Com IA? | Dinheiro divulgado? |
|---|---|---|---|---|
| Jonathan Bjerk, contador | Curve Clash (2025) | Não; só sites simples | Sim | Não |
| Kazuki Takakura, artista | Onikappa (2026) | Não | Sim | Não |
| Equipe de podcast da Slate | Um jogo sobre fazer podcast (2026) | Quase nada | Sim | Não |
| Masako Wakamiya, bancária aposentada | Hinadan (2017) | Aprendeu para fazer o jogo | Não | Não |
| Tom Francis, jornalista | Gunpoint (2013) | Sem formação | Não | Só que o gasto voltou rápido |
| Mike Bithell, designer de jogos | Thomas Was Alone (2012) | Já era da área | Não | Mais de 1 milhão de cópias, segundo ele |
| "Leo", engenheiro de aplicativos | Capybara Delivery (2026) | Sim, nove anos | Sim | Prêmio de 25 mil dólares |
| Pieter Levels, criador de sites e aplicativos | Simulador de voo (2025) | Sim | Sim | Mais de 50 mil dólares por mês, segundo ele |

A nossa pesquisa concluiu que gente que não programava já fez jogo jogável com IA, e que nenhum desses casos, com fonte confiável, divulgou receita relevante. Os casos com dinheiro na mesa são de quem já programava.

## Quem fez um jogo com IA sem saber programar?

### Jonathan Bjerk e o Curve Clash

Jonathan Bjerk tem 38 anos, é contador na Noruega e trabalha em tempo integral. Antes do jogo, sabia só o básico de montar sites simples, aprendido sozinho[1].

Em 28 de maio de 2025, ele começou o Curve Clash, um jogo de cobrinhas para várias pessoas: cada jogador guia um rastro que cresce, e quem bate sai da rodada. A IA escreveu o código; primeiro o ChatGPT, depois o Cursor e, por fim, o Claude[1]. Em agosto havia uma versão de teste. Em meados de dezembro, o jogo estava completo na internet, no iPhone e no Android[1].

Só que não foi liso. Em setembro e outubro, ele ficou travado em erros do modo em que várias pessoas jogam juntas pela internet[1]. E, segundo ele, divulgar foi de longe a parte mais difícil. Até abril de 2026, mais de 1.500 pessoas tinham jogado, também segundo ele[1]. A história completa está na página do [Curve Clash, o jogo do contador norueguês](/historias/curve-clash).

### Kazuki Takakura e o Onikappa

Kazuki Takakura é artista no Japão e se descreve como alguém que não é engenheiro e não sabe programar. Ele fez sozinho um jogo curto de ação, de andar para o lado, em que o jogador alterna entre dois monstros do folclore japonês, um oni e um kappa[2].

A divisão do trabalho foi clara. A direção, os desenhos e o som foram dele. Todo o código foi escrito pela IA, com o Codex, da OpenAI, e o Claude Code, da Anthropic[2]. A versão final ficou pronta em 16 de maio de 2026, e o jogo saiu naquele mês; pode ser jogado no site do estúdio dele[2][3].

O que ele conta depois é o mais útil. Mesmo com o jogo pronto, diz que continua sem entender programação[2]. E lista o que, para ele, não pode ficar com a IA: se o jogo é divertido, o estilo da arte, a força do chefe da fase e a sensação dos controles. Deixar isso com a IA, segundo ele, tende a dar um resultado na média[2].

### A equipe de podcast que achou o próprio jogo ruim

Em abril de 2026, a equipe do podcast What Next: TBD, da revista americana Slate, resolveu testar se dá para fazer um jogo conversando com a IA. A apresentadora, Lizzie O'Leary, e o produtor Patrick Fort nunca tinham programado; o produtor Evan Campbell tinha um pouco de experiência[4].

Com o Claude Code, eles fizeram um jogo descrito como uma versão do clássico The Oregon Trail sobre fazer podcast. O jogo ficou num endereço à parte, fora do site da revista, porque o vice-presidente de tecnologia da Slate levantou preocupação de segurança[4]. E o veredito veio deles mesmos, no título da reportagem: o jogo é ruim[4].

É o caso que mostra o limite. Fazer um jogo funcionar com IA ficou ao alcance de quem não programa; fazer ficar bom continua sendo o trabalho (leitura nossa). O detalhe desse trabalho está em [fazer jogo com IA é fácil? O que continua dando trabalho](/comece-aqui/fazer-jogo-com-ia-e-facil).

## Quem fez um jogo sem programar antes da IA?

Antes da IA, também houve gente de fora da área que fez jogo. A diferença é que essas pessoas tiveram de aprender a parte do código, e todas levaram anos.

### Masako Wakamiya e o Hinadan

Masako Wakamiya trabalhou num banco no Japão e se aposentou nos anos 1990, quando começou a aprender a usar o computador[5]. Com mais de 80 anos, lançou o Hinadan, um jogo de celular para quem tem mais de 60: o jogador arruma as bonecas de uma festa tradicional japonesa nos degraus certos[5].

Em 2017, aos 82 anos, ela foi a criadora mais velha na conferência anual da Apple para quem faz aplicativos[5]. Até agosto daquele ano, o jogo tinha cerca de 42 mil downloads, segundo a AFP[5].

Ela não teve atalho. Disse à AFP que escrever as linhas de código é difícil[5], e teve a orientação à distância de um professor, Katsushiro Koizumi, por chamadas de vídeo[6]. Entre o primeiro computador e o jogo passaram mais de duas décadas (conta nossa). A história inteira está na página da [Masako Wakamiya, a aposentada que fez um jogo depois dos 80](/historias/masako-wakamiya).

### Tom Francis e o Gunpoint

Tom Francis escrevia sobre jogos na revista PC Gamer e não tinha formação em programação[7]. Em maio de 2010, começou o próprio jogo, o Gunpoint: o jogador é um espião que invade prédios, foge dos guardas e usa um aparelho que religa os circuitos elétricos do lugar[7].

Para fazer o jogo, ele comprou e aprendeu a usar o Game Maker 8, um programa de fazer jogos que custou 30 dólares[7]. Os desenhos ficaram com dois artistas e a música com três músicos, chamados por ele[7]. O jogo saiu em 3 de junho de 2013, cerca de três anos depois do começo (conta nossa)[7].

Segundo ele, os 30 dólares, o único gasto direto, voltaram cerca de um minuto depois de abrir a pré-venda; contando divulgação e contratos, levou algumas horas[8]. Depois do lançamento, ele deixou a revista para fazer jogos em tempo integral[7]. É a história de uma pessoa, que levou três anos, e não um retrato do que acontece com quem tenta.

## E quem já programava, ou já trabalhava com jogos?

Esses casos aparecem muito em reportagens e posts, e convém saber de onde as pessoas partiram. Eles mostram até onde a ferramenta vai nas mãos de quem já sabe, e não o que acontece com quem começa do zero.

**Thomas Was Alone.** O jogo em que os personagens são retângulos coloridos foi feito por Mike Bithell nas horas de folga, mas ele já era designer de jogos profissional, com o aval da empresa onde trabalhava[9]. Segundo ele, o jogo passou de 1 milhão de cópias até abril de 2014[9]. É o melhor exemplo de que um jogo não precisa de desenho caprichado, assunto da página [preciso saber desenhar para fazer um jogo?](/comece-aqui/preciso-saber-desenhar-para-fazer-jogo).

**Capybara Delivery.** Um engenheiro de aplicativos de iPhone com nove anos de profissão, conhecido como "Leo", fez em cerca de duas semanas um jogo de entregas com uma capivara e levou o prêmio de 25 mil dólares do Cursor Vibe Jam 2026, uma competição de jogos feitos com IA[10]. Ele diz que todo o código foi escrito pela IA, mas também que corrigiu o que ela não resolvia e passou a maior parte do tempo planejando e jogando[10].

**O simulador de voo de Pieter Levels.** Levels ficou conhecido por criar sozinho, e rápido, sites e aplicativos. Em março de 2025, disse que o simulador de voo de navegador que fez com IA rendia mais de 50 mil dólares por mês[11]. O número é dele, e a própria reportagem da 404 Media avisa no título: o seu provavelmente não vai render isso[11].

## Alguém que não programava ganhou dinheiro com um jogo feito com IA?

Não achamos nenhum caso assim com fonte confiável. O Curve Clash é gratuito e não divulgou receita; o jogo de Takakura e o da Slate também não falam em dinheiro[1][2][4].

Os números altos que circulam são de programadores, e todos são declarados pela própria pessoa: o prêmio de 25 mil dólares de um engenheiro com nove anos de carreira e a renda que Pieter Levels anunciou em 2025[10][11]. Ninguém pode prometer que um jogo vai dar dinheiro, e estes casos não mudam isso.

## Em números

| Dado | Valor | Fonte |
|---|---|---|
| Curve Clash, do começo ao lançamento completo | Menos de sete meses, com emprego, segundo o autor | AI Gamechangers, 06/04/2026[1] |
| Curve Clash, jogadores até abril de 2026 | Mais de 1.500, segundo o autor | AI Gamechangers, 06/04/2026[1] |
| Onikappa, versão final | 16/05/2026 | Relato do autor, 16/07/2026[2] |
| Hinadan, downloads até agosto de 2017 | Cerca de 42 mil | AFP, 07/08/2017[5] |
| Masako Wakamiya na conferência da Apple | 82 anos, a criadora mais velha | AFP, 07/08/2017[5] |
| Gunpoint, do começo ao lançamento | Cerca de três anos (maio de 2010 a junho de 2013, conta nossa) | Wikipedia[7] |
| Gunpoint, custo da ferramenta | 30 dólares, de volta em cerca de um minuto de pré-venda, segundo o autor | Pentadact, 18/06/2013[8] |
| Thomas Was Alone, cópias até abril de 2014 | Mais de 1 milhão, segundo o autor | Wikipedia, cita Polygon[9] |
| Capybara Delivery, prêmio | 25 mil dólares, em cerca de duas semanas de trabalho | Wccftech, 13/07/2026[10] |
| Simulador de Pieter Levels, receita declarada | Mais de 50 mil dólares por mês, segundo ele, em março de 2025 | 404 Media, 05/03/2025[11] |
| Leigo com jogo feito com IA e receita relevante divulgada | Nenhum encontrado | Levantamento nosso, outubro de 2026 |

## O que esses casos têm em comum?

Na leitura nossa, três coisas se repetem em quem não era programador.

- **Cada um levou algo que já sabia.** Bjerk trouxe a memória de um jogo que jogava com os amigos[1]. Takakura, o desenho e o som[2]. Masako, o conhecimento de um público que ninguém atendia[5]. Francis, anos escrevendo sobre jogos[7].
- **Os jogos eram pequenos.** Uma cobrinha, uma fase de ação, bonecas num altar, um espião num prédio. Takakura recomenda começar com algo do tamanho de um jogo de videogame antigo, de 8 bits[2].
- **Ninguém foi rápido no que importa.** Com IA, o código saiu mais fácil, mas Bjerk ainda passou dois meses travado em erros e chamou a divulgação de a parte mais difícil[1]. Sem IA, foram anos.

A IA mudou uma parte do trabalho: a que Masako chamou de difícil, escrever as linhas de código, é a que hoje se faz conversando com a IA, o que ganhou o nome de [vibe coding](/guia/o-que-e-vibe-coding). Decidir o jogo, testar e corrigir continua com quem faz.

**O outro lado.** Estes são os casos que viraram notícia, entre muitos que ninguém conhece. Quase todos os números são dados pelas próprias pessoas, e nenhum foi auditado. Os casos com IA são recentes e pequenos: mil e quinhentos jogadores, um jogo de uma fase, um jogo que os próprios autores chamaram de ruim. Os de antes da IA levaram anos. E nenhum leigo, com fonte confiável, divulgou ter ganhado dinheiro relevante com um jogo feito com IA: estes casos provam que dá para fazer e publicar, não que dá dinheiro.

## O que isso muda para quem quer fazer o primeiro jogo?

Muda o ponto de partida. Saber programar deixou de ser a primeira barreira, e o que separa quem termina de quem desiste passa a ser a ideia clara, o tamanho pequeno e a paciência de testar (leitura nossa).

A decisão prática é começar pelo que você já tem. Se você desenha, conhece um público, lembra de um jogo da infância ou tem uma história para contar, isso é o que a IA não traz. O tamanho vem depois, e a página [qual deve ser o seu primeiro jogo](/comece-aqui/qual-deve-ser-o-primeiro-jogo) ajuda a escolher um que caiba na sua semana.

## Perguntas relacionadas

### Alguém que não sabe programar já fez um jogo com IA?

Já. Jonathan Bjerk, um contador norueguês que só sabia montar sites simples, publicou o Curve Clash no celular e na internet com IA escrevendo o código. Kazuki Takakura, artista japonês que diz não saber programar, fez um jogo de ação curto com todo o código escrito pela IA.

### Alguém ficou rico com um jogo feito com IA sem saber programar?

Não achamos nenhum caso com fonte confiável. Os jogos de leigos que encontramos não divulgaram receita, e os casos com dinheiro declarado são de quem já programava, sempre com números dados pela própria pessoa.

### Quanto tempo esses jogos levaram?

O Curve Clash levou menos de sete meses, segundo o autor, com ele trabalhando como contador em tempo integral. O Gunpoint, feito sem IA, levou cerca de três anos. O tempo de cada um não serve de prazo para ninguém.

### A Masako Wakamiya fez o jogo com inteligência artificial?

Não. O jogo dela, o Hinadan, é de 2017 e foi programado por ela, que estudou por conta própria e teve a orientação à distância de um professor. A história dela está numa página própria do portal.

### O Gunpoint foi feito por um programador?

Não. Tom Francis era jornalista de jogos e não tinha formação em programação. Ele aprendeu a usar um programa de fazer jogos que custou 30 dólares, chamou artistas e músicos e levou cerca de três anos, sem IA.

### Quem já programava faz jogo com IA mais rápido?

Os casos mais rápidos e com mais dinheiro declarado são de programadores. Um engenheiro de aplicativos com nove anos de profissão fez em cerca de duas semanas o jogo que ganhou 25 mil dólares numa competição de 2026. Saber programar ajuda a corrigir o que a IA erra.

## Fontes

1. AI Gamechangers, entrevista com Jonathan Bjerk, "AI was my engineering team, not my creative director" (06/04/2026): https://aigamechangers.substack.com/p/ai-was-my-engineering-team-not-my (acesso em 15/10/2026)
2. Kazuki Takakura, relato no note sobre o jogo Onikappa (16/07/2026, em japonês): https://note.com/takakurakazuki/n/n5adf3f6cb19c (acesso em 15/10/2026)
3. Studio tokoyo, página de jogos de Kazuki Takakura: https://tokoyo.online/games/ (acesso em 15/10/2026)
4. Slate, "We 'Vibe Coded' a Video Game. It's Like The Oregon Trail for Podcasting. It's Bad." (05/04/2026): https://slate.com/technology/2026/04/ai-vibe-coding-video-game.html (acesso em 15/10/2026)
5. AFP, via The Jakarta Post, "Never too old to code: Meet Japan's 82-year-old app-maker" (07/08/2017): https://www.thejakartapost.com/life/2017/08/07/never-too-old-to-code-meet-japans-82-year-old-app-maker (acesso em 15/10/2026)
6. Newswitch (Nikkan Kogyo Shimbun), entrevista com Katsushiro Koizumi (10/02/2019, em japonês): https://newswitch.jp/p/16433 (acesso em 15/10/2026)
7. Wikipedia, "Gunpoint (video game)" (cita Eurogamer, 18/06/2013, e PC Gamer, 12/06/2013): https://en.wikipedia.org/wiki/Gunpoint_(video_game) (acesso em 15/10/2026)
8. Tom Francis, blog Pentadact, sobre as primeiras vendas do Gunpoint (18/06/2013): https://www.pentadact.com/?p=6141 (acesso em 15/10/2026)
9. Wikipedia, "Thomas Was Alone" (cita Polygon, 25/04/2014): https://en.wikipedia.org/wiki/Thomas_Was_Alone (acesso em 15/10/2026)
10. Wccftech, sobre o Capybara Delivery e o Cursor Vibe Jam 2026 (13/07/2026): https://wccftech.com/ios-developer-made-capybara-game-using-vibe-coding-and-won-25000/ (acesso em 15/10/2026)
11. 404 Media, "This Game Created by AI 'Vibe Coding' Makes $50,000 a Month. Yours Probably Won't" (05/03/2025): https://www.404media.co/this-game-created-by-ai-vibe-coding-makes-50-000-a-month-yours-probably-wont/ (acesso em 15/10/2026)
